Pesquisar este blog

Carregando...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Prevenção de acidentes com animais peçonhentos

ESTE ARTIGO CIENTÍFICO FOI ESCRITO POR SUELEN TAUCCI MAGALHÃES, ESTUDANTE DO CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS DA UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO (UNINOVE)
TODOS OS DIREITOS AUTORAIS PERTENCEM A ELA

Prevenção de acidentes com animais peçonhentos


Resumo


Em São Paulo tem ocorrido vários acidentes por causa de certos animais por terem certa toxina que causam danos a saúde humana existente já a muito tempo na historia. Essas toxinas são liberadas através das picadas de aranhas, escorpiões e serpentes, que são inoculadas diretamente na corrente sanguínea com isso, gera complicações gravíssimas ao corpo humano, no caso de serpentes do gênero Botrops (jararacas) pode ocorrer no local da picada a morte do tecido (necrose), manchas arroxeadas, sangramento em algumas partes do corpo; Do gênero Crotalus (cascavel), quando a pessoa é picada poderá ocorrer os seguintes sintomas: Pálpebras caídas, visão turva ou dupla, urina avermelhada parecendo sangue, e dor muscular e algumas complicações nos rins; Do gênero Micrurus ibiboboca (Corais), poderá ocorrer pálpebras caídas ,visão turva, insuficiência respiratória, já no caso de picada de aranhas do Gênero Phoneutria (aranha armadeira), pode causar no local, dor intensa, suor intenso, enjôos, arritmia cardíaca; No gênero Loxosceles (aranha marrom), pode causar no local da picada vermelhidão, endurecimento e dor no local, escurecimento da pele e pode ocasionar uma necrose; No gênero Latrodectus (aranha viúva- negra), pode ocorrer no local da picada os seguintes sintomas:dor de média intensidade, contrações musculares.
Existem várias espécies de escorpiões dos gêneros: Tityus babiensis (escorpião marrom ou preto), Tityus serrulatus (escorpião amarelo). No caso de picada de alguma dessas espécies, poderá ocorrer os seguintes sintomas: dor imediata, arritmia cardíaca, suor intenso.

Palavras Chave:
Cobra; Peçonha; Escorpião; Aranha


Introdução

A grande São Paulo tenta lidar com uma situação perigosa existente a muito tempo, convivem diariamente com animais peçonhentos que ali habitam nas proximidades de suas casas. Desses animais são as cobras, as aranhas e os escorpiões entre outros, eventualmente dão para os moradores uma “visita” que os deixam em pânico, uma situação de medo entre os moradores. Porém, as pessoas degradam o território verde dos animais, sem contar que fazem passeios ecológicos no habitat das
tais espécies descritas anteriormente e saem a procura de diversão, sem saber que deve ter um cuidado redobrado. Assim, a população tenta lida com essa realidade, que os animais só fazem isso, porque, procuram um lugar maior para viver e se reproduzir tranquilamente ao decorre de seus dias, o chamado ciclo da vida.
Com a destruição das matas, cada vez mais os animais saem em busca de novos territórios. A maioria dos seres peçonhentos que vivem nas matas próximas da população, situada das grandes cidades de São Paulo tenha sido encontrada uma espécie que seja venenosa, estas vidas migram em busca de extensão para crescerem e desenvolverem. De acordo com estas considerações, os organismos destas cidades se aproximam em prol de hiléia (terra de florestas). Sendo assim, tais pessoas não pensam que aqueles bichos venenosos contribuem para o equilíbrio ecológico necessário para a sobrevivência de todos deste estado

Objetivo
Caracterizar os propagadores de tais acidentes e propor procedimentos para prevenção de acidentes com animais peçonhentos na cidade de São Paulo e locais apropriados para serem tratados.
Metodologia
Revisão Bibliográfica de livros e sites sobre prevenção de acidentes e Visita Técnico ao instituto Butantã para pesquisa de cobras e outros animais com peçonha com auxilio de profissionais e visitamos o museu (serpentário).

Conteúdo

Animais peçonhentos são aqueles que possuem glândulas de veneno que se comunicam com dentes, ou ferrões, ou aguilhões, por onde o veneno passa ativamente. Portanto, peçonhentos são os animais que injetam veneno com facilidade e de maneira ativa. Ex.: Serpentes, Aranhas, Escorpiões, e etc.

As serpentes são animais vertebrados que possuem as seguintes características:
Corpo alongado coberto por escamas;
Ausência de membros locomotores (patas) o que faz com que se arrastem pelo chão. Daí serem chamadas de répteis;
Língua bífida, ou seja, dividida em duas partes na ponta. Essa língua serve para explorar o ambiente e pegar pequenas substâncias que se encontram suspensas no ar, encaminhando-as a um órgão localizado dentro da boca (órgão de Jacobson) e que desempenha função equivalente ao olfato;
Olhos sem pálpebras, sempre abertos;
Sangue "frio" (pecilotérmico), isto é, sua temperatura varia de acordo com a do ambiente;
Possuem várias glândulas na cabeça e na boca, que produzem substâncias que podem ser tóxicas, variando em quantidade e qualidade entre as espécies. O veneno é uma secreção que funciona para captura e digestão do alimento e, também, como defesa do animal contra seus agressores.
As serpentes, quando assustadas, podem tomar atitudes diversas: as venenosas em geral ficam enrodilhadas, prontas para o bote, e se afastam lentamente; serpentes não venenosas dão em geral vários botes na pessoa, extremamente rápidos, e se afastam velozmente. Algumas serpentes não venenosas, além de morderem, abocanham o local e dificilmente soltam; é necessário abrir a boca do réptil, afastando os maxilares do local mordido para evitar dilaceração.
Já as aranhas: As aranhas são animais carnívoros, alimentando-se principalmente de insetos, como grilos e baratas. Muitas têm hábitos domiciliares e peridomiciliares. Apresentam o corpo dividido em cefalotórax e abdome. No cefalotórax articulam-se os quatro pares de patas, um par de pedipalpos e um par de quelíceras. Nas quelíceras estão os ferrões utilizados para inoculação do veneno.
Os escorpiões são animais invertebrados. Apresentam o corpo dividido em tronco e cauda; quatro pares de patas, um par de ferrões (queliceras), um par de pedipalpos (em forma de pinça e que serve para capturar o alimento); um ferrão no final da cauda por onde sai o veneno. São também chamados de lacraus, picam com a cauda e variam de tamanho entre 6 a 8,5 cm de comprimento
No mundo todo existem aproximadamente 1.400 espécies de escorpiões até hoje descritas, sendo que no Brasil há cerca de 75 espécies amplamente distribuídas pelo país. Esses animais podem ser encontrados tanto em áreas urbanas quanto rurais.
Os escorpiões são carnívoros, alimentando-se principalmente de insetos, como grilos baratas e outros, desempenhando papel importante no equilíbrio ecológico.
Apresentam hábitos noturnos, escondendo-se durante o dia sob cascas de árvores, pedras, troncos podres, dormentes de linha de trem, madeiras empilhadas, em entulhos, telhas ou tijolos e dentro das residências. Muitas espécies vivem em áreas urbanas, onde encontram abrigo dentro e próximo das casas, bem como alimentação farta. Os escorpiões podem sobreviver vários meses sem alimento e mesmo sem água, o que torna seu combate muito difícil.
Na área urbana estes animais aparecem em prédios comerciais e residenciais, armazéns, lojas, madeireiras, depósitos com empilhamento de caixas e outros. Eles aparecem, principalmente, através de instalações elétricas e esgotos. São sensíveis aos inseticidas, desde que aplicados diretamente sobre eles. As desinsetizações habituais não os eliminam, pois o produto fica no ambiente em que foi aplicado e os escorpiões costumam estar escondidos. O fato de respirarem o inseticida ou comer insetos envenenados não os mata. São resistentes inclusive à radiação.
Seu aparecimento ocorre principalmente devido a presença de baratas, portanto a eliminação destas em caixas de gordura e canos que conduzem ao esgoto é a principal prevenção ao aparecimento dos escorpiões.
Não possuem audição e sentem vibrações do ar e do solo. Enxergam pouco, apesar de terem dois olhos grandes e vários pequenos. Seus principais predadores são pássaros, lagartixas e alguns mamíferos insetívoros.
Histórico de Acidentes

“A preocupação com o envenenamento por picada de cobra é muito antiga. No Brasil, a literatura produzida pelos colonizadores e depois pelos naturalistas estrangeiros refere-se às ervas, aos rituais e as manipulações utilizadas pela população para neutralizar seus efeitos. Assim, tudo que se relacionasse com serpentes era de domínio absoluto dos curandeiros, reinando em torno do assunto o mais grosseiro empirismo.” (http://www.saude.rj.gov.br)
Foi apenas de 1880 para cá que começaram a surgir os primeiros trabalhos científicos, com o fim de resolver satisfatoriamente o problema do ofidismo. Em 1881, o Dr. João Baptista Lacerda publicou um trabalho, no qual, baseado em experiências de laboratório, propunha o permanganato de potássio, como antídoto dos venenos ofídicos. Mais tarde porém, este tratamento caiu em descrédito após as experiências de Sebastião Barroso, com as quais provou detalhadamente, que o permanganato apenas atuava sobre o veneno "in vitro”, porém quando injetado em animais experimentalmente intoxicados ou mesmo em vítimas dos ofídios, não resultava nenhum efeito terapêutico.
Por volta de 1896, com as descobertas dos soros anti-diftérico e anti-tetânico, o cientista do Instituto Pasteur de Paris, Albert Calmette, que estudava a possibilidade de se descobrir um remédio eficaz contra os venenos ofídicos, direcionou suas investigações para o terreno da imunologia. Após laboriosas pesquisas, chegou a conclusão de que, também com o veneno das serpentes, imunizando-se animais de laboratório, poderia ser obtido um soro capaz de neutralizar completamente os efeitos nocivos das peçonhas tanto “in vitro” como “in vivo”. Continuando seus estudos, acabou por firmar definitivamente os princípios básicos da soroterapia anti-ofídica.
Em nosso país, pela mesma época, Vital Brazil também preocupado com o problema do ofidismo, estudava várias plantas preconizadas como antídotos contra os venenos ofídicos. Os trabalhos de Calmette, chegando as suas mãos, deram novos rumos as pesquisas. Estudando detalhadamente o veneno de nossos ofídios e após uma série de curiosas experiências, Vital Brazil resolveu definitivamente o problema do ofidismo, criando para nossas espécies venenosas os respectivos soros específicos.
A epidemiologia dos acidentes por serpentes peçonhentas no Brasil começou a ser conhecida no início do século quando Vital Brasil, fundador e diretor do Instituto Butantã, realizou o primeiro levantamento de óbitos por picadas de serpentes peçonhentas no Estado de São Paulo.
A partir de 1901, com a produção de soro eqüino contra o veneno das serpentes brasileiras, Vital Brasil passou a distribuir, junto com o soro, o “Boletim de Acidente Ofídico” para ser preenchido com os dados referentes aos acidentes que levou ao uso desse anti-veneno. Solicitou, também, ao órgão oficial responsável pela Estatística Demográfico-Sanitárias do Estado que obtivesse notificação, em cada município, dos óbitos por acidente ofídico.
Em 1911 divulgou análises dos boletins recebidos no período de 1902 a 1909. Observou serem os acidentes mais comuns em pessoas com mais de 15 anos de idade, em indivíduos do sexo masculino e em trabalhadores rurais. Complementou, ainda, que as picadas nos membros inferiores eram mais freqüentes do que em outras regiões anatômicas e que a serpente conhecida como jararaca era a causa principal desses acidentes.
Após os estudos deste pesquisador, vários outros avaliaram boletins recebidos em diferentes períodos e chegaram a conclusões semelhantes.
Atualmente

As serpentes peçonhentas são responsáveis por muitos acidentes em nosso país. Podem, de acordo com a quantidade de veneno introduzido, matar ou incapacitar o acidentado, quando não socorrido em tempo hábil e tratado de forma correta com a aplicação dos soros apropriados. As vítimas mais comuns são trabalhadores rurais. Veja a seguir os tipos de maneiras para se tratar um ferimento por peçonha.
Serpente do gênero Botrops pode ocorrer no local da picada a morte do tecido (necrose), manchas arroxeadas, sangramento em algumas partes do corpo; Do gênero Crotalus tem Pálpebras caídas, visão turva ou dupla, urina avermelhada parecendo sangue, e dor muscular e algumas complicações nos rins; Micrurus ibiboboca poderá ocorrer pálpebras caídas ,visão turva, insuficiência respiratória.
Já no caso de picada de aranhas Phoneutria pode causar no local, dor intensa, suor intenso, enjôos, arritmia cardíaca; Loxosceles pode causar no local da picada vermelhidão, endurecimento e dor no local, escurecimento da pele e pode ocasionar uma necrose; Latrodectus pode haver dor de média intensidade, contrações musculares.
Existem várias espécies de escorpiões dos gêneros: Tityus babiensis, Tityus serrulatus. No caso de picada de alguma dessas espécies, poderá ocorrer os seguintes sintomas: dor imediata, arritmia cardíaca, suor intenso.

Prevenções
1. Lave o local da picada de preferência com água e sabão.
2. Mantenha a vítima deitada. Evite que ela se movimente para não favorecer a absorção do veneno.
3. Se a picada for na perna ou no braço, mantenha-os em posição mais elevada.
4. Não faça torniquete. Impedindo a circulação do sangue, você pode causar gangrena ou necrose.
5. Não fure, não corte, não queime, não esprema, não faça sucção no local da ferida e nem aplique folhas, pó de café ou terra sobre ela para não provocar infecção.
6. Não dê a vítima pinga, querosene, ou fumo, como é costume em algumas regiões do país.
7. Leve a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo, para que possa receber o soro em tempo.
8. Leve, se possível, o animal agressor, mesmo morto, para facilitar o diagnóstico.
9. Lembre-se: nenhum remédio caseiro substitui o soro antipeçonhento.

Considerações finais
Foi dito que tais problemas já são ocorrentes a alguns anos em São Paulo e que não é de agora que se encontra relatos de tais problemas pela população deste estado e também falando a respeito de tal assunto, atualmente tem casos de acidentes e alguns métodos que pode ser adotados e também citados algumas espécies existentes e conhecidas que são as de ataque mais freqüentes tanto de cobras, aranhas e escorpiões. Criando conscientização dos problemas ocorrentes e ditos anteriormente, tem que ser adotadas medidas de segurança para com algumas das situações que tem sido ocorridas e devem a ser adotadas para auxilio e também como prevenção dos ataques dos tais animais , manter o controle e o melhor caminho no momento e as medidas de prevenção.

Referencias bibliográficas
Serviço de prevenção de acidentes por animais peçonhentos atendeu mais de mil casos este ano secom-mt.sexta. Agenda 11 de agosto de 2006, 09h52. Disponível em: Acesso em:11/04/2009.
Butantan.html. Disponivel em: Acesso em:12/04/2009.
Acidentes com animais peçonhentos programa cqh-compromisso com a qualidade hospitalar.html. Ano 18 1991/2009. Disponível em: Acesso em:12/04/2009.
Artrópodes_o mundo animal_com.html. Disponível em: Acesso em:13/04/2009.
Animais pe;o fotos.html. Disponível em: Acesso em:14/04/2009.

3 comentários:

  1. OI SUELEN MUITO LEGAL SEU BLOG,QUANTO A MATÉRIA SOBRE SERPENTES É IMPORTANTE PARA ESCLARECER ALGUNS MITOS, E TAMBEM PARA ENTENDERMOS QUE NA MAIORIA DAS VEZES SOMOS NÓS HUMANOS QUE INVADIMOS OU DESMATAMOS O HABITAT DOS ANIMAIS CONTRIBUINDO ASSIM PARA MIGRAÇÃO DELES PARA AS GRANDES CIDADES....ABRAÇOS GLAUCIA

    ResponderExcluir
  2. legal nos deixa mais atenta sobre os anmais peçonhentos
    e nos alerta de tudo
    mt legal mesmo,ate mesmo pra quem ta fazendo trbalhos de aula que nem eu

    ResponderExcluir
  3. Obrigada por postarem seus comentarios. Sempre que eu tiver mais informações sobre animais peçonhentos ou outros tipos de animais que possam causar risco a vida humana, estarei postando aqui. Abraços da autora
    Suelen

    ResponderExcluir